Talvez eu não seja a pessoa mais indicada para falar sobre defeitos e qualidades. Talvez eu nem saiba diferenciá-los. Talvez eu realmente não mereça os amigos que tenho e os amores que vivi. Talvez eu seja apenas uma mistura de tudo com nada, bem colorido e ao mesmo tempo sem cor.
Talvez eu realmente não saiba valorizar as pessoas
boas, e isso acontece pelo fato de eu
não conseguir ver a maldade nas pessoas ruins. Não estou falando que em mim
existe aquela inocência de achar que todo mundo é bom, não é isso, mas o fato
de já ter aceitado pessoas “Ruins” na minha vida e ter visto a “mudança” pela
qual elas se submeteram, faz com que eu acredite que qualquer defeito pode ser
visto de outra forma e que qualquer erro pode ser concertado. Sim eu sou mesmo
da cor da esperança e talvez esse seja meu maior defeito.
Mas eu não sou uma pessoa boa, não eu não sou. Eu sou ruin
mesmo e não me orgulho disso. Sou uma má amiga, das que esquece datas
importantes e fica com preguiça de ligar no dia do aniversário. Daquelas que
fica meses sem ir visitar os amigos e aquela que já ignorou mensagens por falta
de vontade de responder. Sim eu sou assim mesmo, poxa! Já menti, uta como já
menti e a maioria das vezes foi para proteger a mim mesma, talvez foi mais para
enganar a mim mesma porque vocês, meus amigos, vocês me conhecem bem antes de
eu abrir a boca.
Eu também sou uma péssima namorada, eu não consigo me abrir,
eu sou um poço fechado e vazio, e eu também sinto preguiça de sentir sentimentos.
Vai entender. Essa coisa de olhos brilhantes, e borboletas no estomago já me
pegou sim, e como já, mas hoje em dia, tudo se tornou historia e talvez essa
seja a resposta do meu coração pra tantas decepções que ele já viveu. Longe de
isso ser uma desculpa para toda a ‘filhadaputagem’ que eu já aprontei, não, não
mesmo, mas realmente meu coração já deve ter cansado de “amar-aceitar-acalmar-enjoar-terminar-recomeçar-amar.....
“ esse ciclo que já recomeçou tantas vezes. Talvez eu queira ser surpreendida ou queira
aprender a viver sem amor, não sei, não sei ainda.
E também não sou boa neta, nem boa filha, nem boa irmã, não
eu não sou. Eu não ligo, eu não respondo aos “Vai com Deus” e nem peço bênçãos pra
ninguém. Não sei, não sai, não vai, não funciona, mas no fundo no fundo eu sei
que eu me importo, eu só não demonstro e esse pode ser meu maior erro. Talvez
eu queira demonstrar, ou melhor: talvez eu CONSIGA demonstrar quando seja tarde
demais, mas infelizmente esse também é um dos meus maiores erros: perceber
tarde como eu tenho sido idiota. E continuar assim.
Eu realmente sou esse mar de ilusões pra que me ama e não
são poucos esses. Por incrível que pareça eu tenho muitos a minha volta que
permitem ter esse pontinho confuso (que sou eu) em seus corações e felizmente
eles me amam exatamente assim, vai entender.Há loucos pra tudo.
Eles brigam comigo quando se cansam de mim, e depois me
perdoam quando percebem que eu estou arrependida porque sim eu me arrependo, eu
sei fazer isso, e como sei! Eles me
abraçam quando eu preciso ainda que eu não peça e estão perto quando eu quero
que eles estejam. Talvez eu nem corresponda ao amor que eles sentem por mim, e
a culpa realmente não é minha porque eu tento, eu juro que eu tento, mas as
vezes eu simplesmente não sinto, nada, nem um sentimento sequer. E em cada abraço
apertado que eu recebo minha mente fica convencendo meu coração de que esses braços
ao redor de mim merecem amor, merecem pelo menos um terço do que eles me dão, e
enquanto toda essa loucura acontece ao meu redor, esses malucos estão ai, me
amando cada dia mais.
Idiotas? Não, esse é o meu papel, eles são apenas
guerreiros. Guerreiros que eu desejaria
amar com a vida e que eu protegeria até a morte porque eu sei, por menos que
demonstro, o valor de cada um pra mim. Um valor realmente alto que eu procuro
deixar bem escondido, por medo da vida levar e presentear a um outro alguém que
mereça-os mais do que eu. E toda vez que alguém me pergunta se eu não tenho
medo de perdê-los eu respondo que não. Mas a verdade é que eu já tive, já tive
sim, e muito ainda, só que o meu segredo é que se um dia eles deixarem de me
amar, eu vou lhes fazer a pergunta que sustenta minha maior duvida: “O motivo
pelo qual eles sempre me amaram” e a resposta deles, que eu não tenho nem ideia
de qual seja, poderá fazer com que eles se lembrem das razões pelas quais devem
permanecer comigo, e talvez isso faça eles ficarem, e Deus queira que seja pra
sempre.



















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