terça-feira, 17 de setembro de 2013

Desabafo de uma ex tempestade

Minhas ganas de escrever me abandonaram, como se já não houvesse mais motivos . Como se nada mais me fizesse explodir por dentro, como se as borboletas que brincavam e brigavam dentro de mim estivessem sei lá, dormidas? Doentes? Mortas?
Já mais nada causa aquela erupção de sentimentos que enchia meu estomago de palavras a ponto de necessitar vomitá-las em qualquer hora ou lugar. Aquela necessidade de por pra fora o que não cabe mais dentro já não sinto a um bom tempo, como se isso deu espaço para uma paz que eu desconheço. E não gosto.

Confesso que é sim mais tranquilizante sentir esse mar calmo dentro de mim.  Um mar onde é possível descansar, pensar, se decidir e buscar orientação na calmaria que existe aqui agora. Mas eu não gosto disso, eu nunca fui essa calma toda. Eu não sei lidar com isso! Eu nunca gostei da garoa, eu gosto de tempestades. Daquelas que levam, derrubam, atropelam, tiram, roubam e as vezes destrói. Eu sou o mar agitado, sou aquele monte de onda violenta, sou um vulcão prestes a explodir a qualquer momento, e quando explode, meu amigo, corre, se esconde, sai de baixo, eu sou agressiva mesmo. Sim, eu sou essa coisa toda junto com mais um monte de duvidas e incertezas que fazem da minha vida um desafio todos os dias. Eu sofro com isso mas a cada superação, a cada passo eu sinto que valeu a pena, eu durmo cansada mais durmo feliz pela luta diária comigo mesma. E essa confusão é o motivo da sopa de letras no meu estomago, é a fonte dos melhores textos e confissões do meu diário, e sentir que isso já não está é como ter um mar inteiro pra você, só que sem agua. Não é um mar, não literalmente, e assim eu me sinto, um “eu não literal” se é que vocês me entendem. Talvez eu saiba o motivo dessa coisa toda e quando penso nele eu sinto a dor do vácuo dentro de mim arder intensamente como se estivessem me dizendo, “É isso ai garota, você acertou” e de pouquinho a pouquinho eu vou sentindo todo o vazio ser preenchido pela nostalgia.
E essa, meus caros amigos, é a historia de uma ex tempestade que agora não passa de uma movimentação de areia.

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